28 de jun de 2010

Governo nega 14º. salário para compensar custo da greve na educação


Os professores que atuam nos programas educacionais do governo, Poronga, EJA, Asas da Florestania e PEEM é que irão pagar a conta da greve dos trabalhadores em educação.

Visando compensar os custos da antecipação da progressão funcional dos professores efetivos, prevista para outubro deste ano - e já aprovada na Aleac - os professores que atuam nestes programas, segundo fontes da Secretaria de Educação, não irão receber o Prêmio de Valorização e Desenvolvimento do Ensino, conhecido como 14º. Salário.

A questão é polêmica, já que em 2009 todos os profissionais que atuam nestes programas receberam o prêmio normalmente. A lei não foi alterada de lá para cá, o que mudou foi a interpretação que se deu a ela.

Ainda segundo informações da secretaria, os professores com contrato provisório, e que atuam no ensino regular, irão receber o prêmio normalmente, apesar de se encontrarem na mesma situação jurídica dos provisórios que atuam nos programas.

Caso a informação se confirme, os professores ameaçam acionar a justiça, através do Juizado Especial da Fazenda Pública.

Roberto Vaz – robertovaz@ac24horas.com

23 de jun de 2010

Prefeitura vai pagar mais de 200 mil por pinguela de apenas 2 metros



O sonho dos moradores do Beco Primavera, na invasão Jardim Primavera [antigo Distrito Industrial da capital do Acre], foi sempre que a prefeitura de Rio Branco melhorasse a passarela que da acesso as suas casas. Contudo, eles contam que engenheiros estiveram no local verificando as condições do terreno e para surpresa de todos, uma placa com valor estimado em R$ 202.033,32 foi afixada na cabeceira de uma das travessas causando indignação aos moradores pelo valor da obra.

Um dos dos moradores, o comerciante José Carlos Rodrigues, que mora no lugar faz 19 anos, diz que sempre foram eles mesmo que consertaram as pinguelas e jamais gastaram esses valores, e o custo no final não saia mais que R$ 1.000, dividido entre eles.

Indignado pelo valor total da obra, afirma que vai fazer um abaixo assinado e levar o caso ao conhecimento do Ministério Público Estadual para as devidas providencias.

“Isso é um absurdo, um roubo! Onde é que já se viu uma pinguela dessas com menos de 2m custar mais de R$ 200 mil? Será que não existe fiscal do dinheiro público nesse estado? Onde é que está o Tribunal de Contas? O ministério Público Estadual? Nós somos pobres, mas não admitimos que o dinheiro de quem paga impostos e trabalha dignamente seja aplicado dessa maneira duvidosa”, desabafava.

A senhora Maria Alexian da Silva soma-se ao coro de José Carlos e afirmava que essa é mais uma das obras para beneficiar construtoras a peso de ouro, pago com o erário público. “Aqui só mora gente honesta e não vamos admitir que por sermos gente pobre e morar na periferia, sermos também usado como manobras escusas da prefeitura do PT para beneficiar seus apadrinhados e emprreiteiras”, afirmou.

O senhor Antonio Carlos Monteiro, disse que no ano passado houve pela prefeitura uma benfeitoria na pinguela, contudo conta ele, acredita que não foram gastos nem R$ 400, para deixar tudo novo e bonito.

Antonio lamenta ainda, que “toda essa armação ai [mostrado na placa da obra] é tão somente porque não existe fiscalização dos recursos dos impostos que nós pagamos. Isso pra mim só tem um nome: ladruagem do PT”, denuncia ele.

A nossa reportagem, procurou o secretário de Obras do Município Volvenar Camargo, para falar sobre as reclamações dos moradores e questionar o valor da obra das pinguelas, mas ele não foi localizado. Por telefone, conseguimos falar com um de seus asessores secretaria, o senhor André Luiz Simplício, mas informou que Volvenar só atenderá a nossa equipe mediante o contato prévio com uma senhora por nome de Letícia.

AC 24 HS

GOVERNO DO ACRE TENTA CENSURAR FM BOLIVIANA



O Governo do Acre, através do chefe da Casa Civil, Edson Manchine, em ofício enviado ao Prefeito do Departamento de Pando, está tentando censurar a FM 91.9, que emite sinal da Bolívia para o Brasil na região de Brasiléia e Epitaciolândia.

O governo afirma no documento que brasileiros estariam utilizando a emissora para proferir ataques, sem defesa, contra a prefeita de Brasiléia, Leila Galvão, e o governador Binho Marques.

A medida visa estabelecer uma parceria entre os dois países visando coibir a prática, tida pelo alto escalão do governo acreano como prejudicial aos interesses políticos da Frente Popular na região.

A questão é polêmica, pois na Bolívia, diferente do Brasil, o controle da radiodifusão obedece a regras bem diferentes das que são aplicadas no Brasil.

AC 24 hS

21 de jun de 2010

GLADSON CAMELI: " PERPÉTUA DEVERIA SE PREOCUPAR EM SALVAR A CANDIDATURA DO EDVALDO ".


“A deputada federal Perpétua Almeida deveria se preocupar em salvar a difícil candidatura do seu marido ao Senado, deputado Edvaldo Magalhães”. Com essa frase o deputado federal Gladson Cameli (PP) abriu hoje às 7 horas da manhã, um telefonema que me fez. Para Gladson, a parlamentar promoveu “politicagem” em ir à Sena Madureira e criticar o prefeito Wanderley Zaire: ”por que não tenta conseguir que o governador Binho faça convênio com a prefeitura de Sena Madureira, que sofre um boicote do governo? O Binho já não assinou o Pró-Acre e outros convênios com cão, gato e papagaio, e por que não assinou com o Wanderley?

Eu já mandei mais dez ofícios ao governo questionando esse boicote e ninguém deu uma solução, completou o deputado, irritado. Sobre a questão jurídica de Sena Madureira ressaltou que já tentou diversas vezes buscar uma solução, mas, lembra que a coisa não é tão simples, porque no Judiciário se tem prazos processuais a cumprir e todo um trâmite. Cameli fez ainda uma advertência:

“quem atacar o prefeito Wanderley Zaire, que é do meu partido, para querer fazer proselitismo político terá troco na hora, podem ficar certos disso”. Ele lamentou a situação dos moradores de Sena que, na sua ótica, são os que mais sofrem com a cruel decisão do governador Binho em não ajudar a prefeitura do município, fato que repudia, protesta e diz que não aceita.

Luis Carlos Moreira Jorge

DIM DIM INAUGURA BALSA E RECEBE HOMENAGEM DE DESPORTISTAS

Sem condições de navegar neste período de vazante dos rios, o barco da saúde de Feijó foi transformado em uma unidade fixa no porto do município, pronta para atender os ribeirinhos que chegam dos rios e igarapés.

O prefeito de Feijó, Dindim Ferreira, cumpre mais uma de suas metas de governo. O barco com capacidade para 50 toneladas, que atendeu milhares de pessoas durante o inverno nos rios do município, mas que agora está impossibilitado de navegar com a chegada do verão, está funcionando como qualquer outro centro de saúde. No porto de Feijó, a embarcação está com médico, dentista, enfermeiro e demais profissionais que dispõem de consultórios bem estruturados, medicamentos e vacinas.

A unidade está à disposição dos os ribeirinhos que chegam do alto e baixo Rio Envira, do Paraná do Ouro, Juruparí e demais igarapés. “Com isso, esses nossos bravos ribeirinhos que já enfrentam tantas dificuldades para viver, não precisam mais sair pela cidade buscando um posto de saúde ou o hospital, eles já saem de suas embarcações e entram no nosso barco onde são bem recebidos e se houver necessidade, estamos com um veículo para encaminhar ao hospital ou para onde for necessário, na verdade o que buscamos é sempre melhorar a vida daqueles que mais precisam”, enfatiza o prefeito Dindim Ferreira.

A escada construída para dar acesso ao barco está servindo também para toda população ribeirinha, principalmente para idosos e produtores rurais que desembarcavam seus produtos dentro da lama na margem do Rio.

Dindim explica que a embarcação permanecerá fixa durante o verão, mas quando os rios voltarem a ganhar um maior volume de água, o atendimento itinerante será ainda mais abrangente e melhor estruturado. Além do Barco da Saúde outras cinco embarcações de grande porte darão apoio logístico às expedições, levando além da saúde, melhorias para outras áreas como educação e assistência social. (Genival Moura)

HOMENAGEM - Este ano a prefeitura realizou e apoiou diversos eventos esportivos, como canoajem, moto cross, josgos escolares Campeonato Municipal de Futebol de salão. A homenagem recebida foi da liga de futsal de Feijó.


ACRENOTÍCIA.COM

16 de jun de 2010

APRENDAM COMO DISPERDIÇAR DINHEIRO PÚBLICO


O Governo com toda sua "competência" nos presenteou com mais uma das suas. Reclamam que não tem dinheiro o que é uma grande mentira, e o pouco a que nos destinam fazem esse tipo de serviço, que não se tem nem como definir.

Já passou do ruim e do péssimo.

Tomara que o futuro nos destine coisas novas.








14 de jun de 2010

BOCALOM PARICIPA DE CONVENÇÃO DE SERRA NA BAHIA



Ailton Oliveira- o Rio Branco


Convenção oficializou candidatura de Serra a presidência da república.


O presidente do PSDB acreano e pré-candidato ao governo do Estado Tião Bocalom, participou neste sábado, 12, da convenção nacional de seu partido realizada no Clube Espanhol, na cidade de Salvador, Bahia, que homologou a candidatura do ex governador de São Paulo José Serra à presidência da república. Bocalom estava acompanhado do prefeito de Senador Guiomard, James Gomes-PSDB e do ex deputado federal Sérgio Barros.

O Acre participaria da convenção com 3 votos. O dos convencionais Sérgio Barros e Zé Vieira e o do presidente Bocalom, mas apenas Barros e Bocalom puderam comparecer. Eles votaram por volta das 11 horas e em seguida acompanharam o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra e o Senador Tasso Jereissati, que em certo momento no caminho, vibrou com a presença de Bocalom na convenção gritando bem forte “Bocalom você presente aqui com a gente” ao palanque montado na quadra do clube.

A cerimônia foi iniciada com a execução do hino nacional e seguiu com os discursos do pré candidato ao governo da Bahia Paulo Souto, do presidente nacional do PSDB , Sérgio Guerra, do ex governador de Minas Gerais Aécio Neves e de José Serra, que surpreendeu à todos iniciando o discurso com um “Sim”, afirmando que aceitava o convite para ser candidato a presidência da república. Serra falou de sua vida pública, apresentou algumas de suas propostas, como investimentos no setor produtivo, criação de 150 policlínicas especializadas em todo o país que em dois anos terá atendido 150 milhões de brasileiros e a implantação de mais um professor no primeiro ano do ensino básico.

Os tucanos acreanos acompanharam atentamente aos discursos. Mostrando sua sensibilidade e patriotismo, Tião Bocalom chegou a derramar algumas lágrimas quando o ex governador Aécio Neves estava encerrando suas palavras e disse que estaria junto com Serra, nos quatro cantos do Brasil porque ele gosta do ser humano, tanto que foi o melhor ministro da saúde do mundo, criou o bolsa alimentação, que junto com o bolsa escola hoje se tornou o bolsa Família; criou o remédio genérico para baratear o medicamento para os mais pobres e tantos outros projetos que mostram a preocupação com a gente brasileira. Bocalom disse que se emocionou porque confirmou ainda mais que está no caminho certo em defender o ser humano.

“Nosso projeto sempre foi esse e agora que temos a chance de ganhar o governo do Estado e o Serra ser o presidente da república, ficará mais fácil trabalhar em benefício de nosso povo acreano”, disse Bocalom que, acompanhado do prefeito James Gomes foi à São Paulo participar do lançamento da candidatura do amigo Geraldo Alckmim e conhecer a pesquisa que o engenheiro Dr. Sallas do Acre, desenvolveu na Universidade de São Paulo, no município de Botucatu-SP, sobre mandioca para a produção de amido (Goma) e álcool. O pré candidato ao governo do Acre e o prefeito de Senador Guiomard, vão conhecer também as indústrias de álcool e amido que já estão em funcionamento. A idéia é levar estas novas tecnologias desenvolvidas para incentivar o plantio e a industrialização da mandioca em todo Estado do Acre, começando se possível por Senador Guiomard, chegando com muita força na região do vale do Juruá.

Tião Bocalom deve passar a semana em São Paulo mantendo contatos políticos com empresários e convidando-os a investir no Acre em um possível governo Bocalom.

12 de jun de 2010

A CONFIRMAÇÃO DA FARSA, SEIS ANOS DEPOIS


O ex-deputado Marcio Bittar me ligou na tarde desta sexta-feira para contar que participou, ontem, do ato público promovido pelo governador de Mato Grosso do Sul, André Pucinelli (PMDB), em favor da candidatura Serra. O presidenciável tucano, mesmo atacado de forte sinusite, foi ao Estado receber a homenagem e gozar da aliança de um dissidente peemedebista. Bittar, que está em Campo Grande, foi ao aeroporto recepcionar Serra e sua comitiva a convite da senadora e amiga Marisa Serrano (PSDB-MS).

Entre os integrantes da comitiva serrista estava ninguém menos que o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), responsável pela onda de denúncias contra o governo petista. Jefferson, para quem não se lembra, foi o responsável em detonar o esquema do "mensalão", assim designado o pagamento, pelo governo Lula, a deputados em troca de apoio na Câmara Federal.

Bittar e Jefferson conversaram durante o ato público. O primeiro lembrou ao segundo as eleições de 2004, quando enfrentou nas urnas o petista Raimundo Angelim. No páreo esteve ainda o ex-deputado José Bestene, que acabou conhecido pelo bordão "bananas do mesmo cacho, farinhas do mesmo saco". A frase foi dita em um debate na TV, e era dirigida aos candidatos do PPS e PT.

Marcio Bittar queria saber do próprio Jefferson os detalhes de uma história revelada por ele no programa do Jô, da Globo, logo depois das denúncias do mensalão e reproduzida, se não me engano, no livro "Por Dentro do Governo Lula", da jornalista Lucia Hippolito. Na entrevista, Jefferson contou que o PTB fora instado, por Jorge Viana e José Dirceu, então ministro da Casa Civil, a apoiar a candidatura laranja de José Bestene, para tirar votos de Bittar, como de fato aconteceu.

Roberto Jefferson confirmou a história, o que demonstra que Bestene, sim, era a banana do mesmo cacho petista. "Quer dizer que foi a você, Marcio, que nós prejudicamos nessa história?", indagou o petebista, brincalhão.

Depois das eleições de 2004, Bestene virou parceiro comercial da prefeitura de Rio Branco e do governo estadual. Os negócios dele vão de vento em popa, mas ele não se dá por satisfeito. Quer voltar ao poder, e por isso será candidato a deputado estadual nas eleições de outubro. Que Deus, então, nos proteja.
BLOG DO ARQUIBALDO

8 de jun de 2010

OS ALOPRADOS DO PT

Clipping
Blog do Roberto Jefferson
6 de junho de 2010

Há duas versões diferentes sobre porque o PT queria reativar, com força total, o trabalho dos aloprados, mas que não se excluem. A primeira dela diz que o objetivo da contratação de arapongas era identificar qual membro da cúpula da campanha de Dilma estaria vazando informações estratégicas – para tanto o plano de ação era reunir os extratos telefônicos a fim de rastrear com quem cada um conversava, ou seja, quebrar o sigilo telefônico dos próprios petistas. Paralelamente Lanzetta (e o PT) também queriam que os arapongas monitorassem Serra, o deputado tucano Marcelo Itagiba, seus familiares e amigos. Aqui a tática era ainda mais invasiva: de acordo com o delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo Sousa, em entrevista para a “Veja”, “respondendo objetivamente, é claro que eles queriam grampear o telefone do ex-governador”.

. Num e noutro caso trata-se de invasão da privacidade através da quebra de sigilos protegidos pela Constituição. É crime! Um delegado da PF, mesmo que aposentado, sabe disso, mas a entrevista de Onézimo não explica um grande detalhe: como é possível devassar a vida alheia e ouvir as conversas de terceiros sem autorização judicial. Pelo visto até mesmo o PT já tem um Guardião para chamar de seu! E você, acredita que não está sendo ouvido?


Polúbio

ENCONTRO COM O GRUPO DE JOVENS DO CORCOVADO

Semana passada encontrei-me com um grupo de jovens bastante animado do Bairro do Corcovado. Esse grupo é daqueles vibrante e o que é mais importante nos dias de hoje, são do lado do bem.



3 de jun de 2010

DEPUTADA PERPÉTUA ALMEIDA: "ME ENGANA QUE EU GOSTO"...OPS...QUERIA DIZER: "ME ENGANA QUE EU VOTO"


Ao propor ajuda financeira do governo federal aos acreanos em faculdades particulares bolivianas - onde não existe um rigoroso sistema de admissão - Perpétua Almeida despertará questões embaraçosas para ela e os estudantes: "com tantas faculdades de medicina pelo Brasil oferecendo milhares de vagas anualmente, porque alguém iria cursar medicina na Bolívia?"

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

Votei por duas vezes na Deputada Perpétua Almeida (PC do B-Ac) e confesso que estou me decepcionando com a forma como ela tem administrado o mandato que ajudei a dar a ela. Tenho observado uma série de atitudes por parte da parlamentar que a nivelam aos políticos tradicionais e oportunistas. Foi assim com a questão dos soldados da borracha, dos mototaxistas e dos 'supostos' contaminados pelo DDT.

Neste final de semana, por exemplo, ela fez publicar na imprensa local nota afirmando que vai "verificar a possibilidade do governo federal criar uma linha de crédito específica para estudantes brasileiros no exterior". A razão da iniciativa são as centenas de acreanos que cursam medicina em faculdades privadas bolivianas. Apenas em Cobija são cerca de 500 acreanos matriculados na universidade de medicina local.

O oportunismo da deputada reside no fato de que todos sabem - incluindo ela - que o Governo brasileiro não financia estudos de graduação para brasileiros em faculdades particulares no exterior. Aliás, é bom que se esclareça que quem costuma pagar para seus habitantes frequentarem as melhores faculdades de graduação - e apenas as melhores - do exterior são aqueles potentados árabes, que vivem do petróleo.

Por que o Brasil, um país que ainda abriga milhares de miseráveis, iria ser perdulário nesse quesito? E ainda mais em medicina, área onde o país conta com faculdades de excelente qualidade?

A CAPES e o CNPq, que administram a maior parte dos recursos públicos voltados para a formação e capacitação de brasileiros no exterior, por exemplo, apóiam pessoal de nível médio ou superior em atividades acadêmicas no exterior apenas para fazer treinamentos muito especializados, ou cursar mestrados ou doutorados em áreas nas quais o país ainda é deficiente ou em casos em que não existe formação acadêmica similar no país.

Diante disso, porque a deputada 'promete', em pleno ano eleitoral, que vai verificar a possibilidade do governo criar uma linha de crédito para quem estuda na Bolívia?

Qual a justificativa? Para mim nenhuma. Não vejo outra razão que esteja movendo a deputada que não seja o interesse em votos em um ano eleitoral.

Façam as contas: multipliquem 500 estudantes acreanos em Cobija por 3-4 familiares e temos um potencial de 1500-2000 votos. Não reelegem a deputada, mas ajuda um bocado. Especialmente agora que o seu esposo, o Deputado Estadual Edvaldo Magalhães (PC do B), precisa de todo e qualquer voto para se eleger para o Senado.

[Se você leitor fizer um exercício do potencial de votos para os casos dos mototaxistas, soldados da borracha, e outras causas de 'grande apelo popular' dá para ver que Deputada pode se considerar reeleita com folga]

Se a Deputada for mesmo articular a busca de recursos públicos para apoiar os estudantes acreanos que cursam medicina em faculdades particulares da Bolívia, corremos o risco de sermos ridicularizados mais do que já somos.

Traduzindo: o ensino público no Acre ainda é reconhecidamente deficiente, apesar dos avanços recentes na educação básica.

Ao propor ajuda financeira do governo federal aos acreanos que estudam em faculdades particulares bolivianas - onde não existe um rigoroso sistema de admissão - a Deputada despertará nos seus interlocutores questões básicas, mas embaraçosas para ela e para os estudantes que poderiam ser beneficiados:

- Ué, com tantas faculdades de medicina pelo Brasil oferecendo milhares de vagas anualmente, porque alguém iria cursar medicina na Bolívia? Não conseguem passar no vestibular?

Além disso, ela teria que contra-argumentar questões igualmente complicadas:

- Se for para incentivar a formação de um número maior de médicos no país, não seria melhor criar uma linha de crédito para apoiar todos os estudantes que fossem aprovados nos vestibulares de medicina de todas as faculdades do país - públicas e privadas?

- Porque investir recursos do país em faculdades estrangeiras de qualidade duvidosa visto não serem avaliadas como as nacionais?

2 de jun de 2010

Carta do Zé agricultor para Luis da cidade



Carta do Zé agricultor para Luis da cidade

A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbosa Melo - foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parques Nacionais e Reservas do IBDF/IBAMA 88/89, deputado desde 1989, detentor do 1º Prêmio Nacional de Ecologia.

Carta do Zé agricultor para Luis da cidade





Prezado Luis, quanto tempo.

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do
Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

1 de jun de 2010

BOCALOM DESAFIA OS VIANA E QUER CULTIVO DE SOJA NA AMAZÔNIA


Foto: Altino Machado/Especial para Terra

Tião Bocalom (PSDB) desafia o favoritismo do senador Tião Viana (PT-AC) na disputa pelo governo do Acre Foto: Altino Machado/Especial para Terra

O pré-candidato tucano ao governo do Acre desafia a hegemonia política da família Viana no Estado


Altino Machado

Direto de Rio Branco

Professor de matemática do Ensino Médio, Tião Bocalom (PSDB), 57 anos, nasceu em Bela Vista do Paraíso (PR), mas se mudou para o Acre com a família há 24 anos. Após instalar uma serraria no município de Acrelândia, Bocalom foi eleito prefeito da pequena cidade. Ele já fez parte da coligação Frente Popular do Acre, liderada pelo PT, e que governa o Estado há 12 anos, mas se tornou o principal defensor do cultivo de soja orgânica na região e da devastação da Amazônia de modo racional.

"Não vejo problema algum em se plantar soja no Estado do Acre, na Amazônia. Na região de Ponta Grossa, no Paraná, se planta soja orgânica e por que não se pode plantar soja em Acrelândia? Fiz experiência com plantio de soja no Acre e gostei. Posso afirmar que produz bem. Existe um empresário que continua fazendo experiências e este ano plantou cerca de 100 hectares. Ele vem provando que a soja no Acre é um produto de alta rentabilidade. O que a gente precisa acabar é com essa história de deixar a mata em pé e a população que se dane."

Bocalom é um duro crítico do "governo da floresta", não reconhece nele ações de sustentabilidade e afirma que "o que existe é muita mentira e enganação". Segundo o tucano, está sendo dada sustentabilidade para meia dúzia de empresários grandes, que estão tirando madeira de qualquer jeito.

"Não existe desenvolvimento sustentável no governo do Acre. É mentira o que eles dizem. Nos últimos 20 anos, aconteceram os maiores desmatamentos no Acre. A sustentabilidade pregada pelo governo estadual é puro engodo", acrescenta.

Porém, um dos grandes desafios do político é enfrentar nas próximas eleições o favoritismo do senador Tião Viana (PT-AC) na disputa pelo governo do Acre. Bocalom acredita que vai derrotar Tião Viana no primeiro turno. "Se houver segundo turno, o PT sabe que perde a eleição. O próprio Jorge Viana tem dito no interior do Estado: ou o PT ganha no primeiro turno ou perde no segundo turno. O PT está caindo de ponta cabeça."

Leia na íntegra a entrevista de Tião Bocalom concedida ao Terra:

Terra - No ano passado, durante evento do PSDB no Acre, com a presença da senadora tucana Marisa Serrano, o senhor disse que a floresta precisava ser realmente derrubada para que pudesse existir progresso no Acre. O senhor ainda pensa assim?
Tião Bocalom - Eu nunca disse isso. Quem escreveu isso, mentiu. Nunca disse que o negócio seja destruir florestas e nem acabar com toda a floresta. A prova disso é minha preocupação quando fui prefeito de Acrelândia, onde fiz ocupação racional urbana em 400 hectares. Apenas 180 hectares foram ocupados efetivamente e o restante ficou como área de preservação permanente. Eu nunca disse que o nosso objetivo é acabar com a floresta. Entre uma árvore, um cidadão ou um bicho, sou a favor do cidadão, do ser humano. Se você não der alternativa para as pessoas que têm área desnatada, sobretudo os pequenos, não adianta nada. Entre derrubar dois ou três hectares de floresta e passar fome, sou a favor que derrube os três hectares de floresta, para que possa plantar, colher, comer e sobreviver.

Terra - Quando chegou no Acre, há 24 anos, o senhor era dono de uma das maiores serrarias de madeira. Por que seu empreendimento se inviabilizou?
Tião Bocalom - O meu empreendimento não se inviabilizou. Quero dizer que tenho orgulho de ter vindo pro Acre para montar uma indústria madeireira. Fomos a primeira a aprovar um projeto de manejo madeireiro no Acre, de 1988 para 1989. Desde aquela época eu já tinha preocupação de a gente usar a floresta de forma sustentável e racional.

Terra - Mas é fato que o seu empreendimento não se viabilizou. Ele não existe mais.
Tião Bocalom - Certo. Ele não existe. No momento em que me elegi prefeito de Acrelândia, em 1993, tomei uma decisão junto com minha família porque era impossível cuidar da gestão pública e privada simultaneamente.

Terra - Pode-se dizer que foi quando o senhor deixou a vida de madeireiros para virar político profissional?
Tião Bocalom - Veja bem: não me tornei político profissional. Jamais quis isso. Eu possuía uma serraria e a vendi para poder cuidar da gestão pública e provar que na gestão pública se pode trabalhar como na iniciativa privada. Tudo que eu havia aprendido na iniciativa privada trouxe para a gestão pública. Quando deixei a prefeitura fui montar uma loja de material de construção, o que prova que eu não queria ser um político profissional. Depois fui convidado pela coligação Frente Popular do Acre, da qual faz parte o PT, que domina o Estado, para participar da vida pública.

Terra - A região de Acrelândia é uma das mais devastados do Acre e o senhor é um dos maiores entusiastas da entrada da soja no Estado.
Tião Bocalom - É uma das mais devastados porque Acrelândia tem quatro projetos de assentamentos que foram criados pelo governo federal. Sempre achei que a gente não deve devastar tudo, como se fez no Paraná. Vim de lá e sei que lá foi devastado praticamente tudo. Onde nasci, por exemplo, tínhamos sérios problemas com erosão por causa da devastação que se fez de forma irracional. Sou a favor que se faça a devastação de forma racional. Sou a favor que se faça o desmatamento de forma racional. As margens de rios e igarapés em nosso governo vamos correr para recuperar todas elas. Sou a favor do reflorestamento de áreas degradadas. Veja que o que penso não é nada disso do que pregam do Tião Bocalom.

Terra - Mas soja no Acre não parece nada racional.
Tião Bocalom - Calma. Desenvolvimento sustentável começa dentro de casa, com as pessoas tendo o que comer. Com mesa farta, até a saúde será melhor, coma mais entusiasmo para tocar a vida e ganhar dinheiro. Não vejo problema algum em se plantar soja no Estado do Acre, na Amazônia. Não vejo problema nenhum mesmo. Na região de Ponta Grossa se planta soja orgânica e por que não se plantar soja em Acrelândia? Fiz experiência com plantio de soja no Acre e gostei. Posso afirmar que produz bem. Existe um empresário que continua fazendo experiência e este ano plantou cerca de 100 hectares. Ele vem provando que a soja no Acre é um produto de alta rentabilidade. O que a gente precisa acabar é com essa história de deixar a mata em pé e a população que se dane. Não é por aí. Temos uma área bastante aberta no Acre que pode ser aproveita pela soja sem que seja necessário derrubar um pé de pau. Dá pra gente dobrar nosso rebanho bovino sem derrubar um pé de pau. Da pra gente plantar soja, ampliar o plantio de cana para nossa usina de álcool pronta pra funcionar, sem que seja necessário derrubar um pé de pau.

Terra - Nesse sentido, o senhor pensa igual aos petistas que governam o Acre há 12 anos. Reconhece que eles têm um bom programa de governo?
Tião Bocalom - Eu não vejo sustentabilidade no governo que aí está. O Parque da Maternidade, por exemplo, é um esgoto canalizado, a céu aberto, que é jogado in natura no rio Acre. A sustentabilidade exigiria uma estação de tratamento para aquela que é considerada a maior intervenção urbanística na capital. Outro exemplo é a Reserva Extrativista Chico Mendes. Foi durante o "governo da floresta", do PT, que aconteceu o maior desmatamento dentro da maior reserva do Acre. Era uma reserva para ser exemplo para o mundo, mas que foi desnatada sem piedade. Isso aconteceu porque não houve comprometimento desse "governo da floresta" com a verdadeira sustentabilidade. O que existe é muita mentira e enganação. Está sendo dada sustentabilidade para meia dúzia de empresários grandes, que estão tirando madeira de qualquer jeito. Está certo que existem projeto, mas são projetos de corte raso. Sou contra o modelo que está sendo adotado. Não existe desenvolvimento sustentável no governo do Acre. É mentira o que eles dizem. Nos últimos 20 anos aconteceram os maiores desmatamentos no Acre. A sustentabilidade pregada pelo governo estadual é puro engodo.

Terra - Por que o PSDB, partido de expressão nacional, não consegue demonstrar força no Acre? É pelo fato de não ter um plano de governo para se contrapor ao dos petistas?
Tião Bocalom - Não é nada disso. Em meados dos anos 1990, quando Jorge Viana, do PT, queria chegar à prefeitura de Rio Branco, a capital do Acre, ele buscou o apoio do PSDB porque já éramos um parte grande. Depois, quando o mesmo Jorge Viana queria ganhar o governo do Acre, pela amizade que ele tinha com a senadora Marina Silva, que por sua vez tinha amizade com a primeira-dama Ruth Cardoso, ele conseguiu outra vez usar o PSDB como escada. Botou alguém do PSDB como vice-governador dele. Em 2002, percebemos que a prometida sustentabilidade econômica, social e ambiental não viria. Os 40 mil empregos não foram gerados nem as 20 mil casas, a saúde não se tornou de primeiro mundo e muito menos o apoio ao produtor rural. Tomamos rumo próprio e hoje temos nossa pré-candidatura ao governo estadual. Nosso projeto é produzir para empregar e vai mostrar de verdade o que é sustentabilidade e não enganação, como acontece no governo do PT.

Terra - Mas o PT já está há 12 anos no governo estadual. O senhor acha que ele pode chegar aos 16 ou 20 com o senador Tião Viana?
Tião Bocalom - Se depender do povo acreano, não chegará. Ganhamos a prefeitura de Feijó enfrentando toda a máquina do governo e do PT. A esperança do povo é de fazer uma grande mudança. O povo acreano está cansado. A partir das próximas eleições, com certeza o PT não estará mais à frente do governo do Acre. Estará um grupo comprometido com a seriedade, com a transparência e com o verdadeiro desenvolvimento sustentável.

Terra - O senhor acredita que teremos segundo turno no Acre?
Tião Bocalom - Do jeito que está indo, acredito que vamos no primeiro. Se houver segundo turno, o PT sabe que perde a eleição. O próprio Jorge Viana tem dito no interior do Estado: ou o PT ganha no primeiro turno ou perde no segundo turno. O PT está caindo de ponta cabeça. Pode ter certeza: o próximo governador do Acre será Rodrigo Pinto, do PMBD, ou eu, do PSDB. O próximo governador será da oposição.