31 de mar de 2011

UM DIA PRA FICAR NA HISTÓRIA


Este dia 30 de março passará a compor um capítulo especial na história de farsa do PT.
Alimentador de ocupações, o partido se utiliza dos mesmos métodos truculentos que no passado combatia.
Durante as operações, a polícia militar, cumprindo ordens de seu comandante em chefe, Tião Viana, ultrapassou os limites da força necessária  para desocupar casas que já deveriam ter sido  entregues para pessoas necessitadas.
Sem dó, nem piedade, criancas e mulheres gestantes foram atingindas com balas de borracha e empurrões.
Em silêncio absoluto a bancada de deputados e senadores do governo manifestou seu apoio às operações
A fotomontagem é do AC24HORAS.

15 de mar de 2011

Tsunami de tolices

(Foto de Valter Campanato/ABr)

Político cuja ânsia é manter-se em evidência quase sempre acaba, pelas muitas aparições públicas e entrevistas sobre temas variados, tropeçando na própria língua. No fim de semana, por conta do lançamento da Campanha da Fraternidade 2011 no Acre, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) disse que "os terremotos, tsunamis, desmoronamentos e alagamentos ocorridos nos últimos tempos no mundo são consequência da ação humana".

Achei que a repórter poderia ter distorcido as palavras de dona Perpétua. Mas um release de sua assessoria confirmou-lhe o disparate.

Tsunamis são ondas causadas por deslocamento de grande volume de água em oceanos ou lagos. E terremotos resultam de fricção entre placas tectônicas, cuja ocorrência antecede a presença do homem-de-neandertal no planeta.

Discorrer sobre o que se ignora com a desenvoltura de quem tem doutorado em coisa alguma é um risco que a se sujeita todo político falastrão. Mas dona Perpétua Almeida não esteve sozinha no congresso de çábios que tratou da campanha da fraternidade.

Para o bispo Dom Joaquim, a dengue não teria assolado os acreanos não fosse o desperdício de água. Se o que disse Dom Joaquim fosse verdade, os bairros altos de Rio Branco, onde há maior incidência de casos da doença, não seriam os mesmos onde o produto é mais escasso nas torneiras.

O problema de muito discurso aparentemente lógico é que eles podem esconder argumentos sediciosos. A igreja prega a preservação dos recursos hídricos, mas nunca se manifestou contra o esgoto que o governo companheiro faz chegar ao rio Acre via Parque da Maternidade.

Deus está atento ao que os petralhas fazem aqui na terra. Nós precisamos, no mínimo, prestar atenção ao que eles dizem.


ARQUIBALDO ANTUNES

3 de mar de 2011

SEM CHORO, NEM VELA

Não sei por qual motivo os petistas acreanos estão chorando os cortes orçamentários implementados pelo governo federal.
Durante a campanha eleitoral vendiam a  mensagem de facilidade  dizendo que o bom, o melhor  para o Acre seria se estivessem todos juntos. Gato, periquito, papagaio e tudo mais.
E agora?
O governo petista contigenciou as emendas com as quais mantém os seus parlamentares na corda curta e passou a lâmina nos recursos do PAC.
Obras e investimentos estão comprometidos.
A saída é pegar mais um empréstimo para sufocar ainda mais as finanças do Estado.
Portanto, companheiros, nada de choro.
A hora é de mostra competência e resultados.

Afinal, que fim tiveram as importações de tomates, brita  e cimento do Perú?
E as providências relativas aos estudantes de medicina na Bolívia?
Uma pequena fortuna suficiente para abastecer o mercado do vale do Juruá em pelo menos 6 meses foi aplicada para levar empresários, jornalistas engajados, políticos e outras espécies  e o tomate continua custando 8 reais nos municípios da região.
E as pedras que seriam importadas aos montes para construção da BR-364?
Os jornalistas tribuneiros atigiam o orgasmo enquanto escreviam as matérias encomendadas sobre o assunto.
Minhas posições estão devidamente registradas.
Agora o tema da moda é o vestibular.
Se algum vestibulando, aprovado ou não, estiver aguardando por consequências dessas reuniões feitas pra encher linguiça, esqueça.
O objetivo delas já foi atingido: os jornais e televisões já produziram as  matérias  do jeito que lhes pediram.

1 de mar de 2011

CHAMA A MANDUQUINHA

Escrito por Luiz Calixto | 28 Fevereiro 2011

Do Estadão.

Cercado por fraudes, Segundo Tempo turbina caixa e políticos do PC do B.
Projeto do Ministério do Esporte só em 2010 distribuiu R$ 30 milhões a ONGs de dirigentes e aliados do partido; ‘Estado’ percorreu núcleos esportivos no DF, GO, PI, SP e SC e flagrou convênios com entidades de fachada, situações precárias e de abandono

A reportagem do Estado foi conhecer os núcleos do Segundo Tempo no Distrito Federal, em Goiás, Piauí, São Paulo e Santa Catarina.
A amostra, na capital e região do entorno, no Nordeste mais pobre ou no Sul e no Sudeste com melhores indicadores socioeconômicos, flagrou o mesmo quadro: entidades de fachada recebendo o dinheiro do projeto, núcleos esportivos fantasmas, abandonados ou em condições precárias.

As crianças ficam expostas ao mato alto e a detritos nos terrenos onde deveriam existir quadras esportivas. Alguns espaços são precariamente improvisados, faltam uniformes e calçados, os salários estão atrasados e a merenda é desviada ou entregue com prazo de validade vencido.

No site do ministério, o Segundo Tempo é descrito como um programa de "inclusão social" e "desenvolvimento integral do homem".
Tem como prioridade atuar em áreas "de risco e vulnerabilidade social", criando núcleos esportivos para oferecer a crianças e jovens carentes a prática esportiva após o turno escolar e também nas férias.

Conferidas de perto, pode-se constatar que as diretrizes do projeto, que falam em "democratização da gestão" foram substituídas pelo aparelhamento partidário.
A reportagem mostra, a partir deste domingo, 20, como o ministro Orlando Silva, sem licitação, entregou o programa ao PC do B.

O Segundo Tempo está, majoritariamente, nas mãos de entidades dirigidas pelo partido e virou arma política e eleitoral. Só em 2010, ano eleitoral, os contratos com essas entidades somaram R$ 30 milhões.

O Ministério do Esporte afirma que "cabe à entidades parceira promover a estruturação do projeto". Questionado sobre as situações constatadas pelo Estado e pelo controle partidário do programa, o ministério defendeu o critério de escolha das entidades sob o argumento que é feita uma seleção técnica dos parceiros.

Terreno vazio. O dinheiro deveria ser usado para criar 590 núcleos e beneficiar 60 mil crianças carentes. Na procura por um núcleo cadastrado na cidade do Novo Gama (GO), por exemplo, a reportagem encontrou um terreno baldio onde deveria funcionar um campo de futebol.
Cerca de 2,2 mil crianças foram iludidas na cidade por uma entidade sem fins lucrativos fantasma.

No Novo Gama, o programa Segundo Tempo é só promessa, mas, na última campanha eleitoral, foi usado como realidade pelo vice-presidente do PC do B do DF, Apolinário Rebelo. O mesmo ocorreu na Ceilândia (DF).

Em Teresina (PI), no lugar de uma quadra poliesportiva os jovens usam um matagal, onde improvisam tijolos e bambus para jogar futebol e vôlei.
Do lado de fora, no muro do terreno, a logomarca do Segundo Tempo anuncia que ali existiria um núcleo do programa. O local é um dos espaços cadastrados por uma entidade que já recebeu R$ 4,2 milhões para cuidar do projeto. Seus dirigentes são do PC do B.

Lideranças de comunidades carentes de Santa Catarina criticaram a intermediação do Instituto Contato, dirigido pelo PC do B, no Segundo Tempo e anunciaram que abriram mão do projeto. Aulas de tênis são dadas na calçada, com raquetes de plástico.
Em Florianópolis, a reportagem encontrou um lote de suco de groselha com validade vencida num núcleo do programa.

A campeã de recursos do governo é a ONG Bola Pra Frente, dirigida pela ex-jogadora de basquete Karina Rodrigues, vereadora de Jaguariúna (SP) pelo PC do B - R$ 28 milhões foram repassado à entidade desde 2004.

Prestação de contas

O Ministério do Esporte afirma, em seu site, que todos os convênios do programa Segundo Tempo devem fornecer "descrição detalhada dos materiais, bens ou serviços adquiridos"

Para entender

O Programa Segundo Tempo foi criado no começo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na teoria, o objetivo é oferecer a crianças e jovens carentes oportunidade de prática esportiva após o turno escolar e nas férias.

O Ministério do Esporte fecha parcerias com entidades sem fins lucrativos, que assumem a tarefa de botar em prática o Segundo Tempo.
Prefeituras também fazem convênio com o governo. A ideia é criar núcleos esportivos e contratar professores.
Segundo o ministério, o Segundo Tempo deve "oferecer práticas esportivas educacionais, estimulando crianças e adolescentes a manter uma interação efetiva que contribua para o seu desenvolvimento integral".