19 de abr de 2011

TROQUEM O NOME DE SENA PARA TARAUACÁ, E VEJAM O RESULTADO

O que Sena espera do governo?

Tião Viana e seus secretários vão visitar Sena Madureira...O Principado (termo meu usado para destacar o descaso com que a cidade tem sido tratada nas últimas décadas pelos governos que passaram pelo Palácio Rio Branco)

No que diz respeito ao povo muita esperança e disposição em mudar...

A cidade de Sena deu maioria de votos ao governador Tião e agora quer a retribuição com medidas e ações que recoloquem o município no rumo do desenvolvimento.

Na cidade, Tião Viana vai encontrar...

Sérias dificuldades.

Uma prefeitura sem recursos para investimentos nos próximos meses e talvez até nos próximos anos. Além disso, a máquina municipal está sucateada – e superada -  e requer um urgente plano de modernização do seu funcionamento.


Os índios. Uma calamidade. Famílias inteiras de indígenas perambulando pelas ruas sem assistência alguma. O poder público não pode fechar os olhos! Que tal uma Aldeia Urbana no próprio município? Com escola, assistência médica, espaço para cultuar seus valores e apoio para convivência na cidade....Nunca o desprezo!

Infraestrutura urbana. Com 35.500 hab (senso IBGE 2010) a cidade carece de tudo. Não tem rede de esgoto, não há ruas decentemente pavimentadas, e muito menos calçadas de pedestres, que são obrigados a andar ainda pelo meio das vias.


Bairros. A maioria é formada por jovens que vivem a esmo sem uma ocupação. A carência de empregos em Sena é um dos tormentos da cidade. A violência aumenta a cada dia e o presídio aumenta o número de presos a toda hora. Aliás, o presídio é imponente e é o primeiro cartão de entrada de Sena. O visual é um horror!

Produção. O símbolo da produção agrícola do município não é exemplo para ninguém. Na Feira da cidade a sujeira toma de conta, o que afasta a clientela. Não há gestão, muito menos zelo com o local de exposição de alimentos e comidas. Uma lástima. Isso sem falar nos ramais e na logística de apoio ao escoamento da produção. Não é raro faltar macaxeira e banana na cidade, acreditem!

Educação. Sena precisa investir nos modelos de escola em tempo integral. O  prédio onde funciona o Colégio Santa Juliana, que já foi símbolo de elegância e formou várias autoridades do Acre -  está em precárias condições físicas. Salvam-se os esforços de gestores e professores.


Saúde. Sena Madureira (Santa Rosa, Manoel Urbano e Boca do Acre dependem do Hospital João Câncio)) precisa ser melhor atendida. Por que o município não pode sonhar com um hospital com mais médicos (hoje são 04 apenas) e até com uma UTI num futuro não muito distante? Isso mesmo! Por que Sena não pode ter uma Unidade de Terapia Intensiva?

Esportes. Não existe uma política de Esporte para a juventude. Algumas iniciativas isoladas acontecem, mas não resolvem porque não há seqüência. A imagem do fantasma do Estádio de Futebol, na entrada da cidade, jogada às traças, fala por si. Sena nem sabe que existe um Campeonato Estadual de Futebol.

Cultura. O pior problema de Sena é o ócio. O ócio improdutivo. Não há política de cultura. Nem do município nem do Estado. Em Sena os finais de semana são aproveitados em bares por boa parte dos jovens. Não há bibliotecas, livrarias, cinemas, teatro...nada. Sem Cultura Sena não terá a menor chance de sair do atoleiro.

Os mortos. Em Sena, o Cemitério oficial do município é um convite ao desrespeito. Total falta de cuidado com os que ajudaram a construir a cidade. Nem a limpeza básica é feita no Campo Santo de Sena.

Comércio. Os empresários são uns heróis, pois conseguem sobreviver numa economia em bancarrota. O poder público não se comunica com o empresariado. A principal avenida do comércio (Padre Egidio) está se acabando. É preciso revitalizá-la. Torná-la bonita para elevar a autoestima do comércio e da cidade.

Madeira. Nenhum município é tão bem servido com a espécie do que Sena. Que tal investimentos no setor com treinamento em mão-de-obra para construção de móveis e afins? Convênios com a Itália é possível...!

Por fim, acredito que o governador dedicará algum tempo seu para pensar as saídas para o Principado de Sena, que está fora da agenda (política, econômica e cultural) do Estado faz uma longa data.

A fé move montanha. E se a população tiver consciência de sua força....

Blog do Braña

Discurso edulcorado

No dia 12 de março do ano passado, mostrei aqui a história de Cláudio Alberto Nunes, ou Hunikui Muru, como é conhecido pelos seus parentes indígenas. Ele vive na aldeia Boca do Grota, no rio Envira, em Feijó, para onde voltou depois de morar em Rio Branco e trabalhar como ajudante de pedreiro.

Quando o conheci, Cláudio lamentava a situação em que viviam todos de sua aldeia e admitia ter saudades dos tempos em que o trabalho braçal lhe rendia um salário mínimo por mês.
Hoje, Dia do Índio, é também dia de protesto por parte daqueles que há décadas só servem para edulcorar muito discurso ufanista e sem vergonha. 

7 de abr de 2011

O CAMBURÃO EM AÇÃO

Escrito por Luiz Calixto
Em junho do ano passado escrevi sobre a ADESOBRAS, empresa  vinda do Paraná no excesso da bagagem de Laura Okamura ( leia aqui ).


A poderosa Laura pintava e bordava na pálida gestão de Binho Marques ao ponto de mandar mais do que ele.


Uma das provas de sua influência foi quando, por telefone, mandou o governador demitir o jornalista Washington Aquino.


Pois bem.


A empresa tem mais de 10 milhões em contratos com o Governo do Povo do Acre e está sendo investigada pela Polícia Federal.


No momento que os camburões da Polícia Federal passaram em frente das mansões de petistas com as sirenes ligadas houve vários desmaios e disenterias.


Nas imagens abaixo um dos contratos e dois pagamentos.





Blog do Calixto

6 de abr de 2011

Eles quebraram o Acre



Não há nada mais insustentável do que viver de empréstimos, não é mesmo? E se há algo que mortifica os petralhas, é assumir a falência após 12 anos de comando sem a possibilidade de botar a culpa nos adversários.

Matéria desta terça no jornal A Tribuna mostra que o governo estadual fala agora em cortar gastos para atenuar o descarrilamento do trem econômico. E revela que só não chegamos ao fundo do poço antes porque recorremos ao guichê das instituições financeiras. O ponto em questão é que qualquer projeto de fomento à economia, como a propalada industrialização, depende de investimentos, aos quais não teremos mais acesso pela saturação dos saques da última década.


Por enquanto a gente pode ir cortando o cafezinho.


Leia a
íntegra do descalabro.

Fonte: Blog do Archibaldo Antunes/Foto Blog do Altino.

4 de abr de 2011

A BOLHA ESPOCOU

Inflada pela bomba de volumosos recursos de empréstimos e por  repasses generosos do governo federal, a bolha dos investimentos públicos muchou e suas consequências são visíveis e sentidas.
As empresas da construção civil, mantenedoras dos empregos temporários, estão demitindo em massa  e não há perspectivas de retomada, pelo menos  a curto prazo.
No comércio, a queda nas vendas é sintomática.
40 milhões de reais estão enterrados em obras de saneamento que não servem a um vaso sanitário sequer e os operários foram parar no olho da rua.
As famosas emendas individuais, com as quais o governo central mantém na corda curta seus obedientes  parlamentares, foram contigenciadas, sem data definida para empenho e liberação.
De certa forma, os parlamentares aliados torcem para o surgimento de uma crise política, vislumbrando-a como uma oportunidade de chantagear a presidente em troca do desbloqueio orcamentário.
No Senado Federal, o campeão de votos Anibal Diniz ganhou o apelido de ¨Jorge Tadeu¨, em razão de estar permanentemente com uma máquina em punho fotografando Jorge Viana e nada mais.
O prestígio político da bancada governista à presidente Dilma Roussef tem o mesmo valor de uma nota de 3 reais.
Dilma  é profundamente ressentida por ter levando uma ¨buchuda ¨ de José de Serra no Acre  e, desde sua posse, ainda não concedeu nenhuma audiência para tratar dos assuntos do Estado.
Jorge Viana, que durante a campanha gabava-se de entrar no gabinete presidencial sem precisar tomar um demorado chá de cadeira,  adula, sem sucesso,  a Sarney e Renan Calheiros em busca de um minuto com a presidente.
Essa é a real situação do Acre.