31 de mai. de 2010

AS PERNAS DA MENTIRA SÃO CURTAS

Escrito por Luiz Calixto 30 de Maio de 2010

Em ritmo acelerado a fama que o PT fez Brasil à fora sobre o uso sustentável da floresta está se desmanchando.

Depois de uma década sendo utilizados como justificativa para contratação de empréstimos junto a oganismos financeiros nacionais e internacionais, os indicadores socioeconômicos aferidos nos povos da floresta são iguais ou piores se comparados àqueles que os atuais gestores encontraram ao assumirem o poder.

A incompetência, a arrogância e a corrupção são os principais obstáculos que impediram a adoção de políticas públicas sérias e integradas cujo resultado fosse a melhoria da qualidade de vida daqueles que às duras penas ainda resistem na zona rural.

Um exemplo destes pode ser visto na foto da usina construída para o processamento de óleo de andiroba, inaugurada sob a promessa de gerar emprego e renda a partir da utilização racional desse valorizado produto florestal.

Sem nunca ter funcionado, a usina está se acabando pelo abandono.

27 de mai. de 2010

Bocalon desafia o Estado abrir a “Caixa Preta”



O professor de matemática Sebastião Bocalom foi o primeiro dos pré-candidatos ao governo do Acre a ser sabatinado no quadro Boca no Microfone, quadro do programa Toque&Retoque, que é apresentado pelos jornalistas Eliane Sinhasique e Liano Jr, na Rádio Gazeta FM 93.3, na série de entrevistas que a emissora fará com os pré-candidatos.

Nascido no dia 8 de maio de 1953, do signo de touro, casado com Elizabeth Garcia Rodrigues, pai de 2 filhos e com 03 netos, durante uma hora [com intervalos comerciais], o tucano respondeu as perguntas feitas pelos jornalistas, que contaram ainda com a participação de internautas e ao telefone da emissora.

Bocalon disse que é preciso abrir a “Caixa Preta” do Estado para saber os impactos na folha de pagamento de mais de 6 mil cargos comissionados. O enxugamento da máquina administrativa é uma das principais metas do pré-candidato que prometeu ainda diminuir a carga tributária que incide sobre o valor da energia elétrica, liberdade de imprensa e melhorias nos setores de educação, segurança pública e saúde.

Confira os principais trechos da entrevista.

Modelo Econômico do Estado

- O modelo da florestania não melhorou a qualidade de vida da população, em 1999 existiam 28 mil famílias abaixo da linha de pobreza, hoje ultrapassa 62 mil famílias. Isso prova de que esse modelo não gerou os empregos necessários. Naquele momento foram prometidos 40 mil e tínhamos 50 mil desempregados, hoje temos mais de 150 mil. Continuamos importando a nossa comida de fora do Acre, gerando emprego lá fora. O modelo que ai está, depois de todo dinheiro repassado desde a época do Fernando Henrique Cardoso e dos empréstimos não impulsionaram na melhoria de qualidade de vida.

O novo projeto para o desenvolvimento do Acre

- Precisamos aproveitar as terras férteis para produzir alimentos. Acredito muito na nossa terra para implantar indústrias de alimentos e com isso gerar emprego e renda, mas acredito também na indústria de bovino de corte e de leite. Precisamos melhorar nossa produção de leite sem derrubar uma árvore, fazendo uma grande revolução na economia, tirando essa base no contracheque público. Uma vez eleito, a iniciativa privada é que vai gerar os empregos e as condições que o Estado precisa para se desenvolver.

O imposto de 25% cobrados na Energia Elétrica

- São mais de 25%. Na minha casa dá em torno de 36%. Energia Elétrica é um serviço fundamental e está muito cara, vamos fazer um estudo e reduzir essas taxas e fazê-la chegar com mais qualidade as casas de nossa população.

Segurança Pública

- Precisamos melhorar as condições de trabalho do nosso policial e fazer funcionar a Policia Técnica, o Serviço de Inteligência. Eles reclamam das condições mínimas de trabalho. No Acre não se faz nem o recolhimento de impressões digitais nas casas arrombadas pelos ladrões.

Concurso Público

- Não se trata aqui de dizer que vamos demitir os grupos de trabalho, mas precisamos garantir os direitos trabalhistas garantidos em lei para as pessoas que estão nas cooperativas. Mas o que não podemos ter é excesso de gente em áreas que servem como cabide de emprego. O nosso trabalhador precisa ter segurança. Se precisar contratar, nós vamos contratar, agora, precisamos conhecer melhor os números desse governo. O que mais critico é a falta de transparência nesse Estado.

Máquina administrativa

- Temos mais de 6 mil cargos comissionados nesse Estado, quer dizer, precisamos conhecer melhor os impactos dessas contratações na folha de pagamento. Vamos reduzir essa pressão à maquina administrativa. Tem cargos desses que daria para pagar 4 ou 5 funcionários. Precisamos abrir essa Caixa Preta. Não se sabe quantos comissionados são contratados nesse Estado! O que se sabe é que existe muito apadrinhamento para cargos comissionados e que falta dinheiro para pagar aumentos salariais ou cargos criados através de concursos públicos.

Saúde Pública

- É um problema de gestão. As reclamações no setor são feitas por mínimos detalhes. É a fila para se conseguir um exame, uma operação, coisas não admissíveis para um governo que propagou saúde de primeiro mundo. Estamos vendo no Acre gente morrer de malária, o avanço da hanseníase. Tem um funcionário meu que está indo embora do Acre porque não consegue fazer um exame há 90 dias. Em Rondônia ele fez os exames em dois dias. Na realidade o que acontece é uma falta de administração e estrutura. A questão de médico é seria porque se paga muito mal esses profissionais.

Como resolver os problemas da saúde

- Implantando verdadeiramente o Programa Saúde da Família, o trabalho de prevenção. É preciso que o Estado ajude os municípios a pagarem à carga de profissionais. Quando era prefeito, pagava R$ 6 mil reais e ainda dava casa para os médicos morarem. O Estado precisa fazer parcerias com os municípios e ajudar com a parte dele. Vamos fazer também o maior número de esgotamento sanitário porque isso é saúde.

Educação

- Vamos criar um Programa de Apoio Social em todas as escolas, ou seja, contratar psicólogos e assistentes sociais para minimizar os problemas enfrentados pelos professores nas salas de aulas com alunos que enfrentam problemas em casa e trazem para a escola, como a violência. Vamos oferecer melhores condições de trabalho aos professores, doar um computador e data show para que eles possam dar mais qualidade aos seus planos de aula. O professor não pode ser pauleira o tempo todo. 40% estão com estresse, e esse projeto vai ser forte para o professor trabalhar com mais qualidade. E vamos implantar uma Universidade Estadual no Acre.

Perfil Político

Tião Bocalon chegou ao Acre em 1986 para montar uma Serraria no Projeto Redenção, hoje Acrelândia. Foi prefeito do Município de Acrelândia de 1993 à 1996, de 2001 à 2004. Bocalon também foi Secretário de Agricultura e Pecuária no governo de Jorge Viana de 1989 à 2000, no Governo de Jorge Viana. É professor de matemática concursado e trabalha em Acrelândia.

Próximos entrevistados:

Amanhã (27), será a vez do pré-candidato pelo PMDB, Rodrigo Pinto ser sabatinado pelos apresentadores. Na sexta-feira, está confirmada a participação do pré-candidato Tião Viana, da Frente Popular do Acre.

Jairo Carioca – Da Redação de ac24horas
Js.carioca@hotmail.com

26 de mai. de 2010

DEPUTADO DIZ QUE GOVERNO UTILIZA HELICÓPTERO EM EVENTOS POLÍTICOS


Calixto diz que Chagas Batista brinca de piloto enquanto as pessoas precisam da aeronave

“A aeronave do governo está servindo muito mais para os eventos políticos e brincadeiras dos aliados, do que para atender prioridades”, diz Calixto.

Da Redação da Agência ContilNet



O deputado Luís Calixto disse que o governo estadual vem utilizando o helicóptero que custou quase nove milhões de reais aos cofres públicos em eventos políticos e brincadeiras de aliados. Em seu blog, o parlamentar mostra uma fotografia do ex-vereador Chagas Batista sentado na cadeira do piloto do helicóptero enquanto uma pessoa estava sendo transportada na caçamba de uma caminhonete. Veja a notícia completa no Blog do Calixto.

Contilnet

Reportagem no blog do Luiz Calixto

21 de mai. de 2010

S. PAULO - SERRA, 41%; DILMA, 28% E MARINA, 9%


Pesquisa do Instituto Vox Populi feita em São Paulo e divulgada esta noite pela Rede Bandeirantes de Televisão aponta José Serra com 41% das intenções de voto para presidente da República.

Dilma Rousseff (PT) aparece em segundo lugar com 28% das intenções de voto e Marina Silva em terceiro com 9%. Américo de Souza (PSL) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) teriam 1% dos votos dos paulistas.


Para governador, Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 51% das intenções de voto, seguido de Aloizio Mercadante (PT) com 19%, Celso Russomano (PP) com 12% e Paulo Skaf (PSB) com 2%. Brancos e nulos somam 9% e 7% dos entrevistados não sabem em quem votar.

A pesquisa mostra também que o petista Mercadante é o pré-candidato ao governo de São Paulo com maior índice de rejeição – 21%. Skaf aparece com 19%, Russomano com 14% e Alckmin com 11%.

A pesquisa Vox Populi/Band foi feita entre os dias 8 e 11 de maio e foram entrevistadas 1 mil pessoas. A margem de erro é de 3.1 pontos percentuais. (Com informações da BAND)

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CPI DAS PONTES


Escrito por Luiz Calixto

Comecei a coleta de assinaturas para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito- CPI destinada apurar as causas dos diversos malfeitos constatados nas pontes no Acre e os contratos firmados pelo DERACRE com cooperativas locadoras de máquina e equipamentos.

Em pronunciamento no pequeno expediente de hoje, 20, fiz um apelo aos deputados para que evitassem a politizassem o tema e que nos limitássemos apenas às investigações.

Embora as CPIs estejam com a credibilidade um pouco arranhada, ela é ainda o principal instrumento de fiscalização e investigação do Poder Legislativo.

O problema, em si, não é a CPI, mas os problemáticos membros que as compõem.

Em outros escritos já relacionei os casos em que foram constatados graves defeitos.

Relembre clicando aqui.


20 de mai. de 2010

OBAMA HUMILHA “O CARA”. OU: O FIM DO “LULA GLOBALIZADO”


Por Reinaldo Azevedo, da revista Veja

Luiz Inácio Lula da Silva tornou o mundo mais seguro!

É verdade! Acreditem em mim! Não fosse a decidida, pertinaz, corajosa, ousada, fabulosa, estonteante estréia do Babalorixá de Banânia no miolo mesmo da principal questão de segurança hoje no mundo, o consenso das cinco potências para impor sanções ao Irã demoraria um pouco mais. Mas “o Cara” agiu, e os EUA decidiram calciná-lo e apressar a aprovação de sanções! Quem disse que Lula não dá uma dentro no cenário externo?

Sim, queridos, as sanções demorariam um pouco mais. Mas aí um grupo de gênios brasileiros — em que se destacam, além do próprio Grande Morubixaba, inteligências estratégicas como Samuel Pinheiro Guimarães, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia — decidiu que os filósofos já haviam pensado demais o mundo; era chegada a hora de transformá-lo. Como vocês sabem, a sacada é de Karl Marx, certamente formulada num momento em que os furúnculos no traseiro lhe doíam terrivelmente. Ajeitou a sentada sobre a banda direita; incomodou; sobre a esquerda depois, continuou a incomodar. Então ele disparou aquele repto contra o pensamento. Fosse um existencialista, poderia ter escrito: “Como ser feliz com tanta dor?” Mas era um materialista dialético, né? Então se saiu com essa brutalidade!

A formosura daquele pensamento atravessou a história, fez seu ninho no Itamaraty e instruiu a aventura do Grande Negociador! E Lula, então, foi ao Irã, com seu “papo pra lá de Teerã”, e negociou a paz. Seus aloprados tinham resolvido que já era hora de tomar os destinos da segurança mundial nas mãos, tanto as dianteiras como as traseiras. Deu do que deu!

A ironia de Obama, quando declarou o seu “Ecce homo” (”Esse é o Cara!) sobre o político mais popular da Terra, finalmente se revela. Em menos de 24 horas, os Estados Unidos e os outros quatro com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU submeteram Lula e seus aloprados de gravata ao ridículo. Celso Amorim pode incluir mais esta derrota (ver abaixo) à sua formidável coleção de trapalhadas. Lula, o Bibelô da Nova Ordem Internacional, é, hoje, só um senhor patético, que resolveu brincar com o perigo, sem se dar conta do salseiro em que estava se metendo.

O que esperar de alguém que senta ao lado de Medvedev, uma invenção de Vladimir Putin, herdeiro das aspirações imperiais tanto da velha Rússia como da extinta União Soviética, e deita proselitismo contra, nas suas palavras, “a invasão da Rússia do Afeganistão”. Se os russos soubessem que isso, em português, está mais para o russo, certamente teriam se divertido um tanto. Aliás, em Moscou, ele já havia desenhado um plano para a paz no Oriente Médio — que incluía o… Afeganistão!!! A geografia não é um limite para o pensamento criativo! Lula já havia “atravessado o Atlântico” para chegar aos EUA…

O Babalorixá de Banânia merece o Prêmio Nobel da Paz! Como, ao tentar proteger Mahmoud Ahmadinajed, colega com quem trama a Nova Ordem Global, ele conseguiu apressar o consenso sobre as sanções, temos, então, que Lula colaborou de maneira decidida para encostar o facinoroso contra a parede. Agora só falta aquela colunista escrever que tudo foi rigorosamente combinado com Barack Obama… Afinal, ela havia feito essa descoberta quando o presidente do Irã visitou o Brasil. Segundo asseverou então, Lula cumpria uma missão passada pelo presidente americano. No dia seguinte, Obama enviou uma carta esculhambando o governo brasileiro.

Vocês querem o quê? Lula é um clichê. Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza. Meu bisavô tinha outra frase, não muito elegante, que recende a certo ruralismo. Vou torná-la mais familiar: “Quem nunca viu aquele monossílabo de duas letras da anatomia humana, quando vê, pensa que o dito-cujo é uma cidade”.

Já escrevi sobre a reação patética de Amorim, que pode ser definido como a menor distância entre o fígado e o cérebro. Ontem, na TV, apareceu Marco Aurélio Garcia, com esgares de insatisfação, virando os olhos —  mais ou menos, suponho, como Marx naqueles momentos terríveis — a fazer ameaças: “Se os EUA optarem pelas sanções, vão se dar mal. Vão sofrer uma sanção moral e política”. A Casa Branca tremeu. É mesmo? De quem? Deixe-me ver… Do Brasil, da Venezuela, da Bolívia, do Equador… A Turquia só está esperando alguma facilidade da União Européia para cair fora.

O Brasil se isola de tal maneira na questão que a embaixadora do país na ONU, Maria Viotti, abandonou ontem a reunião do Conselho de Segurança. Não aceita nem mesmo participar das discussões. Huuummm…O grupo reúne 15 países. São necessários nove votos para aprovar as sanções desde que não haja veto de nenhum dos cinco com assento permanente (EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França). Com o Brasil fora do debate e sendo a Turquia co-patrocinadora do acordo, será preciso conquistar quatro adesões entre os países restantes: Nigéria, Bósnia-Herzegóvna, México, Uganda, Gabão, Líbano, Áustria e Japão.

O Brasil foi pego de calças curtas. A reação abobalhada, a começar da de Lula, se deveu à fulminante reação das cinco potências. Só não me parece correto afirmar que é como se o Brasil jamais tivesse anunciando um acordo porque, reitero, Lula conseguiu, na prática, apressar o consenso dos grandes. Rússia e China, que mais resistiam às sanções, tiveram de escolher entra as duplas “Lula-Amorim” e “Obama-Hillary”. Imaginem a angústia…

Resta a Lula, agora, voltar ao Brasil e transformar a sua formidável derrota num ativo eleitoral, excitando o antimericanismo rombudo. O discurso do recalcado triunfante é sempre um bom lugar para esconder uma monumental derrota.

Lá fora, a máscara de Lula caiu. Agora só lhe sobrou o picadeiro da política interna.

17 de mai. de 2010

'Dilma mentiu: eu sou o autor do Luz para Todos”

Blog Noblat
Foto: Eduardo Lacerda



Da assessoria de imprensa da liderança do PSDB na Câmara dos Deputados:

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, João Almeida (BA), foto acima, declarou-se surpreso com a afirmação da petista Dilma Roussef no programa do partido veiculado na televisão, quando afirmou que o "Luz para Todos" foi de sua autoria.

"Isto é uma mentira, pois o programa é de minha iniciativa! Não foi proposto pelo Governo de Lula, como querem passar para a população. E foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados e pelo Senado", alertou Almeida.

João Almeida relembra que, em 2003, o Governo Lula enviou ao Congresso Nacional Medida Provisória (MP 127/2003) que tratava apenas da criação de um Programa Emergencial e Excepcional de Apoio às Concessionárias de Serviços Públicos de Distribuição de Energia Elétrica.

"A MP era somente para dar uma compensação às companhias distribuidoras de energia elétrica, por um aumento que não fora concedido pelo Governo para evitar que a inflação crescesse", explica Almeida.

O deputado baiano foi designado relator. Como possuía todos os estudos anteriores relativos à criação do programa "Luz no Campo" (dezembro de 1999, ainda no Governo FHC), entrou em contato com as lideranças do PT para promover a universalização do fornecimento de energia elétrica a todos os brasileiros.

Foi desta forma que nasceu o "Luz Para Todos", construído naquele momento pelo relator. "Eu incluí nessa MP a legislação básica para a construção do programa 'Luz Para Todos'", lembra Almeida. A lei foi aprovada por unanimidade e o deputado não fez qualquer alarido disso à época.

"Na elaboração da lei do 'Luz Para Todos', tomei o cuidado essencial de evitar a manipulação política. De que forma? Garantindo um sistema de atendimento às comunidades baseado no custo por família, atendendo primeiro aos que podem ser atendidos com custo mais baixo, depois aos de custo mais alto, por fim chegando até aos mais distantes", completa o líder tucano.

A ex-ministra não foi a primeira a mentir sobre a autoria do projeto, acentua o deputado baiano. "Tenho uma surpresa muito grande quando aparece ou outro deputado, e agora a ex-ministra de Lula, dizendo que levou o 'Luz Para Todos' para aqui, ou que outro levou o Luz Para Todos para lá. Mentem todos!! Ninguém leva o 'Luz Para Todos' para qualquer lugar!! Quem diz onde o programa vai acontecer é o computador, que lista as comunidades a serem atendidas em cada momento, considerando o menor custo por unidade beneficiada", diz.

O sucesso do programa "Luz Para Todos", enfatiza João Almeida, "é a lei que criou este fundo, pois quem sustenta o programa não é o orçamento da União".

Este é o fundamento básico da proposta original do deputado. "Há muita gente se beneficiando dos resultados eleitorais desse programa sem dizer verdadeiramente a autoria. Cada cidadão brasileiro que paga a taxa acima da taxa social está pagando um pouquinho mais para garantir o Programa Luz para Todos", finaliza João Almeida.

12 de mai. de 2010

GOVERNO QUER PASSAR PRA TRÁS AGENTES PENITENCIÁRIOS CONCURSADOS



Chegou aos ouvidos dos aprovados no concurso para agentes penitenciários que aguardam serem chamados, que o Governo está tentando colocar ou colocou agentes provisórios para trabalhar, em vez de os chamarem para contratá-los, diante de ato tão absurdo lógico, ameaçam ir à justiça caso isso se confirme. O interessante é que, não é a primeira vez que isso ocorre e o governo não aprende.

10 de mai. de 2010

ALMOÇO COMEMORATIVO AO DIA DAS MÃES

Realizei sábado passado dia (08), um almoço na Escola Edmundo Pinto, no Bairro do Corcovado em comemoração ao dia das Mães. Primeiramente sempre agradecendo a Deus e depois as mães e filhos que compareceram me senti realizado ao ver tanta gente.
Compareceram mais de 300 pessoas no evento, onde fiz um pequeno discurso pedindo aos filhos que valorizem suas mães, porque elas são o nosso maior bem do mundo. Eu mesmo sinto falta até hoje de minha saudosa mãe.
A Professora Marleide leu um singelo poema para as mães, tocando o coração de muitas delas.
Quero também ressaltar a organização que foi muito boa sem atropelos, graças aos que me ajudaram em tudo. Então aqui vai o meu muito obrigado.

















29 de abr. de 2010

VISITAS A TARAUACÁ


Recebemos a visita do pré-candidato a Governo do Estado do Acre pelo PSDB, Tião Bocalom, em nosso município, que se encontrava aqui desde sábado, onde participou da Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Tarauacá a meu convite e foi muito bem recepcionado pelos demais Vereadores.


Tião Bocalom falou de suas intenções como pré candidato a governo, que é a de criar meios para escoar produção, melhorar a saúde que a exemplo de Tarauacá, hoje não tem sequer uma ambulância. Até agora só existem proibições da parte da Frente Popular e nem um Projeto de uma verdadeira sustentabilidade.
Vamos receber também em nosso município o pré candidato a Deputado Federal Márcio Bittar, no dia 01 de maio, onde faremos um grande encontro no clube Dois Irmãos a partir das 20 horas e todos estão convidados.

18 de abr. de 2010

As três mentiras de Cuba

A blogueira cubana diz que as chamadas "conquistas da revolução" são um
mito e que só quem nunca morou na ilha pode ter admiração por seu regime

Duda Teixeira
Alejandro Ernesto/EFE


"Convido quem vê Cuba como um exemplo a vir para cá, sentir na pele como vivemos"

A cubana Yoani Sánchez, 34 anos, foi convidada a falar no Senado brasileiro e a comparecer ao lançamento de seu livro De Cuba, com Carinho (Contexto), em São Paulo. A obra, que chega às livrarias neste fim de semana, é uma coletânea de textos publicados por ela no blog Generación Y, o primeiro a ser criado em Cuba. Na internet, Yoani discorre livremente sobre o cotidiano do povo cubano, a ausência de liberdade e a escassez de gêneros de primeira necessidade – mas, bloqueado pelo governo, seu blog (desdecuba.com/generaciony ) só pode ser acessado fora da ilha. Sua vinda ao Brasil, na segunda quinzena de outubro, depende de improvável permissão do governo cubano. Nos últimos doze meses, ela solicitou visto de saída em dez ocasiões para atender a convites no exterior. O visto foi negado em três delas. Nas demais, os trâmites burocráticos demoraram tanto que ela desistiu. Com 1,64 metro e 49 quilos, Yoani é formada em letras e vive em Havana com o filho e o marido. Ela conversou com VEJA pelo celular.

Em discurso a respeito do seu pedido de visto, o senador Eduardo Suplicy citou o que considera três conquistas da revolução cubana: a alfabetização, o aumento da expectativa de vida e a medicina de qualidade. Se pudesse, o que você diria sobre isso em Brasília?
Eu diria que os laços entre países não devem ocorrer apenas entre governantes ou diplomatas. Quando se trata de Cuba, as estatísticas oficiais divulgadas pelas nossas embaixadas não podem ser levadas a sério. Sou defensora da diplomacia popular, aquela que se inteira da realidade diretamente com o cidadão. Não sou uma analista política. Não sou especialista em nenhum tema. Não sou diplomata. Simplesmente vivo e conheço a realidade do meu país. Aqueles que roubam o estado, que recebem dinheiro enviado por parentes do exterior ou fazem trabalhos ilegais vivem melhor que os demais. Uma pessoa que escreve em um blog pode ser condenada sob a acusação de fazer propaganda inimiga. Os outros países não podem repercutir o clichê de que Cuba é uma ilha de música e rum. É preciso olhar para o cidadão. Aqui, nós vivemos e morremos todos os dias.
"Sou totalmente contra o embargo. Não porque ache que as coisas seriam muito diferentes se ele deixasse de existir, e sim porque seu fim acabaria com o argumento oficial de que vivemos em uma praça sitiada e, por causa disso, o povo deve aceitar as mazelas cubanas"


Mas é verdade que 99,8% da população
cubana é alfabetizada?
Antes da revolução, nosso país já ostentava um dos menores índices de analfabetismo da América Latina. Uma das primeiras ações do governo autoritário de Fidel Castro foi ensinar o restante da população a ler e escrever. A questão principal hoje não é a taxa de alfabetização, e sim o que vamos ler depois que aprendemos. A censura controla totalmente o que passa diante de nossos olhos. E isso começa muito cedo. As cartilhas usadas na alfabetização só falam da guerrilha em Sierra Maestra ou do assalto ao quartel de Moncada pelos guerrilheiros barbudos. Meu filho tem 14 anos. Na sala de aula dele há seis fotos de Fidel Castro. Tudo o que se ensina nas escolas é o marxismo, o leninismo, essas coisas. Não se sabe o que acontece no resto do mundo. A primeira vez que vi imagens da queda do Muro de Berlim foi em 1999, dez anos depois de ela ter ocorrido. Foi num videocassete que um amigo trouxe clandestinamente. Para assistir às imagens do homem pisando na Lua, foi necessário esperar vinte anos.

A expectativa de vida realmente aumentou?
É uma estatística oficial, sem comprovação, que não resistiria a um questionamento mínimo feito por uma imprensa livre. Pelo que vejo nas ruas, é difícil acreditar que os cubanos possam sobreviver tantos anos. Os idosos estão em estado deplorável. Há uma avalanche de dados que poderiam ilustrar o que digo, mas estes nunca são divulgados. Jamais fomos informados sobre o número de pessoas que fogem da ilha a cada ano. Ninguém sabe qual é o índice de abortos, talvez o mais alto da América Latina. Os divórcios são inúmeros, motivados pelas carências habitacionais. Como há cinquenta anos quase não se constroem casas, é normal que três gerações de cubanos dividam uma mesma residência, o que acaba com a privacidade de qualquer casal. Também nunca se falou do número de suicídios, um dos mais altos do mundo.

Cuba tem mesmo uma medicina avançada?
O país construiu hospitais e formou médicos de boa qualidade na época em que recebia petróleo e subsídios soviéticos. Com o fim da União Soviética, tudo isso acabou. O salário mensal de um cirurgião não passa de 60 reais. A profissão de médico é hoje a que menos pode garantir uma vida decente e cômoda. A carência nos hospitais é trágica. Quando um doente é internado, todos os seus familiares migram para o hospital. Precisam levar tudo: roupa de cama, ventilador, balde para dar banho no paciente e descarregar a privada, travesseiro, toalha, desinfetante para limpar o banheiro e inseticida para as baratas. Eles não devem esquecer também os remédios, a gaze, o algodão e, dependendo do caso, a agulha e o fio de sutura.

Por que o modelo cubano continua sendo admirado na América Latina?
Cuba só é reverenciada por quem nunca morou aqui. Eu já conheci um montão de gente que idolatrava Fidel e, depois de um mês vivendo conosco, mudou de opinião. Quando as pessoas descobrem como é receber em moeda sem valor, enfrentar as filas de racionamento ou depender do precário transporte público, começam a pensar de modo mais realista. Não estou falando dos turistas que ficam uma semana, dormem em hotéis cinco-estrelas e andam em carros alugados. Convido quem vê Cuba como um exemplo a vir para cá, sentir na pele como vivemos.

Como o governo tem reagido a seu blog?
O portal Desdecuba.com, em que o site está hospedado, está bloqueado há mais de um ano para quem tenta acessá-lo de Cuba. Há algumas semanas, cancelaram o site Voces Cubanas, que possuía vários diários virtuais, incluindo uma cópia do meu. O governo também se esforça para me transformar em uma pessoa radioativa. Membros da polícia política me vigiam todo o tempo e dizem a meus vizinhos, amigos e parentes que sou perigosa. Falam que quero destruir o sistema e sou uma mercenária do império. Em um país onde todo mundo trabalha para o estado ou depende da ajuda do governo, esse método surte efeito. Muita gente já se afastou de mim. Alguns nem me telefonam. É uma luta desigual. Todo o poder de um estado recai sobre mim. Até minha mãe tem sido vítima dessa campanha atemorizante. Eles a pressionam no trabalho. Ameaçam tirar seu emprego. Ela não faz nada especial, que possa desestabilizá-los. Não tem blog. Não é jornalista.

Qual é o trabalho de sua mãe?
Ela preenche formulários em um ponto de táxi.

Como os cubanos veem Hugo Chávez, hoje o maior benfeitor do regime comunista?
Hugo Chávez é o grande responsável pela perpetuação do regime cubano. Cuba seria hoje muito diferente sem esse aporte de petróleo e de dinheiro da Venezuela. O que me preocupa é o componente de autoritarismo e de messianismo de governos como os da Venezuela, Bolívia e Equador. Chávez reprime brutalmente a liberdade de expressão, e temo que os outros sigam essa abordagem, de cujas consequências parecem não ter a menor ideia. Em lugar da linha de Chávez, Evo Morales ou Rafael Correa, prefiro a da chilena Michelle Bachelet e a de Lula. Eles perseguem mudanças menos traumáticas e não criam conflitos viscerais entre grupos sociais.

O presidente Lula tem condenado com insistência o embargo comercial americano a Cuba. O que você acha disso?
Se o objetivo do embargo era enfraquecer a ditadura, não funcionou. Essa política não afeta os governantes, que continuam vivendo muito bem e importando os produtos que desejam. Tampouco se plantou na ilha uma semente de insatisfação capaz de desestabilizar o governo. A maior parte das pessoas que eram contra o regime já escapou da ilha. Acima de tudo, o embargo tem sido o maior pretexto do governo cubano para justificar o descalabro econômico no país. Diante de cada coisa que não funciona, o partido comunista diz que a culpa é dos americanos. Sou totalmente contra o embargo. Não porque ache que as coisas seriam muito diferentes se ele deixasse de existir, e sim porque seu fim eliminaria o argumento oficial de que estamos em uma praça sitiada e, por causa disso, o povo deve aceitar as mazelas cubanas.

Você acha possível que um dia Cuba libere a viagem de cubanos ao exterior?
Tenho escutado esses boatos, mas é improvável que isso ocorra. O controle de entrada e saída é talvez a mais importante arma do governo para manter a fidelidade ideológica. Imagine o que pensaria meu vizinho, um militante do partido que ganha em moeda nacional, se eu fosse ao Brasil, conhecesse várias cidades e voltasse cheia de histórias para contar sobre o que vi e comi. Seria um golpe muito forte no estado. No mais, essa questão é antiga. Eu até coloquei no blog uma foto de uma revista espanhola de 1991 na qual uma autoridade cubana fala da iminência da liberação das viagens. Já se passaram dezoito anos desde então, e nada mudou.
"Vivo o dilema da mãe cubana: manter o filho aqui mesmo sabendo que um dia ele terá problemas com o governo ou deixá-lo ir embora para realizar seus sonhos. Eu ficaria feliz se Teo não precisasse sair, mas creio que ele será um emigrante"


Caso consiga permissão para vir ao Brasil, você pensaria em ficar e trabalhar aqui?
Não tenho esse plano. A matéria-prima do meu trabalho é a realidade cubana. Não quero e não posso ficar longe das minhas histórias. Se pudesse viajar, eu certamente o faria, mas não seria apenas para o Brasil. Tenho de passar nos Estados Unidos e na Espanha para receber os prêmios que ganhei. Talvez desse um pulo à Alemanha e à Suíça. E só. Faz tempo que aprendi que a vida para mim não está em outro lugar a não ser em Cuba. Para o meu país eu voltarei sempre.

Raúl tem 78 anos e Fidel está à beira da morte. Quem vai assumir o poder em Cuba quando eles forem embora?
Os futuros governantes de Cuba serão pessoas comuns, que não conhecemos. Não mostram publicamente suas ideias reformistas por medo de que aconteça a elas o mesmo que ocorreu com Carlos Lage, o médico que era vice-presidente e foi condenado ao ostracismo. Quando a velha-guarda deixar o poder, muita gente carismática e talentosa sairá das sombras. Será como na União Soviética. Até assumir a Presidência, Mikhail Gorbachev tinha uma trajetória cinza. Era um funcionário a mais, fiel ao partido. No Kremlin, destacou-se como um transformador.

Seu filho completou 14 anos. Qual é o futuro que o espera?
Teo é um garoto inquieto. Foi criado em clima de tolerância e liberdade. Ele terá muita dificuldade se Cuba continuar assim. Cedo ou tarde, vai esbarrar nesse muro e pensará em sair. Isso me dói muito. Vivo o dilema da mãe cubana: manter o filho aqui mesmo sabendo que um dia ele terá problemas com o governo ou deixá-lo ir embora para realizar seus sonhos. Eu ficaria feliz se Teo não precisasse sair, mas creio que ele será um emigrante.

Como é a situação econômica atual comparada à grande crise ocorrida quando Cuba perdeu a mesada da União Soviética?
A crise contemporânea ainda não se compara com a dos anos 90. Naquele tempo meus pais me mandavam ir dormir mais cedo porque não tínhamos o que comer. Minha magreza é, em parte, uma sequela daquele período de fome. Hoje certamente há uma recaída econômica muito forte. A produção nacional é ínfima e obriga Cuba a importar 80% dos alimentos que consome. O problema é que o país não tem liquidez para comprar no exterior. A queda, contudo, está sendo amortecida pelo turismo, pelo dinheiro enviado por cubanos do exterior e pela possibilidade de exercer uma profissão ilegal.

A liberação de viagens de americanos para a ilha já mudou alguma coisa?
Essa foi uma notícia magnífica para os cubanos, que agora podem reencontrar seus parentes. Essas visitas ajudam também com palavras de estímulo, dinheiro e produtos básicos. Lamentavelmente, nunca fomos tão dependentes dos Estados Unidos.

16 de abr. de 2010

Resposta do Juiz ao Lula!

Parabéns, Sr.Juiz Ruy Coppola!!!

CARTA PUBLICADA NO ESTADÃO
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão.
Veja a carta que um juiz colocou no jornal de hoje:
Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) .

Mensagem ao presidente!


Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para 'meter a mão na decisão do juiz', mas para abrir a 'caixa-preta' do Poder... Vi também V. Exa. falar sobre 'duas Justiças' e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.
Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só.
Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.
Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.
Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa.. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,
em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .
Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco) .
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos..
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão 'caixa-preta' não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma 'escova'. Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.

P.S.: Dê lembranças a 'Michelle'. (Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo